Desde a época das cavernas o homem vem desenvolvendo e aprimorando ferramentas para facilitar a vida. Antes da Revolução Industrial, os homens eram forçados a testar sua capacidade física para serem adequados aos trabalhos que deviam realizar. Mas após o ocorrido, quase todo o trabalho manual passou a ser industrializado pela criação de máquinas que faziam melhor e de modo mais eficiente o trabalho que seria realizado por um ou mais homens.
Com o passar dos anos, cada vez mais as máquinas ganharam espaço e investimento, e com o desenvolvimento da tecnologia expandido a um ritmo intenso e acelerado, fica cada vez mais presente a questão: Será que as máquinas substituirão de vez os homens? Até que ponto toda a tecnologia existente nos ajuda? O excesso de tecnologia pode nos atrapalhar? E se, num futuro não muito distante, as máquinas, robôs, etc., estiverem em número maior ou igual ao nosso, teremos então uma Revolução das Máquinas?
Desde que a tecnologia está presente em nossas vidas, vem abrindo espaço e despertando o interesse na mente de muitos escritores, roteiristas, e pessoas que apenas gostam de opinar. Sendo assim, há ao redor do mundo diversos livros e filmes sobre o assunto. Como: Eu, Robô, A.I – Inteligência Artificial, Blade Runner, Wall-E, entre outros.
Em Blade Runner, por exemplo, em 2019 a Terra está cheia de “replicantes”, seres geneticamente modificados, com aparência física praticamente idêntica a humana, descritos como “mais humanos do que os humanos”, porém são mais ágeis e fortes, agressivos e emocionalmente instáveis, levando a um ponto onde representam perigo aos humanos, havendo assim a proibição de sua existência. Os que sobram são caçados, e ao decorrer do filme os replicantes exibem cada vez mais características humanas, enquanto os humanos tomam atitudes cada vez mais desumanas. No fim, a mesma questão que preocupa os replicantes, acaba sendo motivo de preocupação para os humanos.
Há mais de dez anos robôs já vêm sendo utilizados com fins de guerra e espionagem. Os Estados Unidos possuem um amplo leque de tecnologia avançada, devido ao seu alto investimento. Eles utilizam, por exemplo, aviões não tripulados, que podem ser controlados dos EUA, robôs usados para desarmar bombas a distância, prevenindo assim maiores danos aos soldados, e ao redor do mundo, já existem diversos laboratórios focados em criar robôs autônomos com a função de irem para futuras guerras, com chips que permitem a capacidade de se regenerarem ao sofrer algum dano, altamente equipados com armas de fogo, e inteligência para maior eficácia ao atacarem um alvo, tendo em vista causar o maior estrago possível. Não vai demorar muito tempo para que as coisas retratadas nesses filmes possam realmente acontecer. Cada vez mais o homem vem perdendo espaço para inovações tecnológicas. O que nos leva a pensar sobre a possibilidade de acabarmos como no filme Wall-e.
A animação da parceria Disney-Pixar, conta a história do planeta sem condições de ser habitado, restando apenas um robô e uma barata. Até que uma sonda mandada do espaço, onde agora vivem os humanos, chega para constatar se há ou não a possibilidade de voltar para a Terra. Após ficar amiga do robô, esse a mostra uma pequena planta, achada crescendo entre o lixo, e ela a leva para a nave, Axiom, onde os humanos se encontram num estado de obesidade mórbida e completamente dependentes dos sistemas automáticos da nave.
O filme culpa o consumismo em massa desenfreado pelo estado em que as coisas chegaram. Se compararmos a realidade de hoje, não é impossível imaginar isso acontecendo. Toda a tecnologia existente traz suas vantagens, como a facilidade em realizar nossas tarefas cotidianas, e até certa comodidade, afinal, graças a internet você não precisa sair de casa para praticamente nada, você pode se comunicar através dela, fazer compras, pagar contas, assistir filmes... Porém, toda essa facilidade pode gerar um comodismo nada saudável, e embora seja feito para aumentar nossos benefícios, o uso desenfreado pode acarretar dependência e nos transformar em alienados, preguiçosos e incapazes de desenvolver uma linha de pensamento.
A tecnologia hoje é indispensável e crucial para a realização de diversas tarefas, e sem dúvidas um adianto nas nossas vidas. A questão é: Seremos capazes de estabelecer um limite? Ou acabaremos reféns das nossas próprias criações?

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